Ele morreu

Publicado: 2015/10/07 em Uncategorized

By Ricardo Gondim

Deus morreu,

Não fui em quem o matou. Ele não se auto-extinguiu. Deus simplesmente deixou de ser relevante. Sumiu coberto de poeira. E gora jaz em um canto escuro da humanidade. Quem sabe esteja sepultado em alguma vala de Auschwitz, ou calcinado em Hiroshima.

Qual Deus simplesmente sumiu?

Morreu o Deus relojoeiro. Aquele que criou uma enorme engrenagem, deu-lhe o primeiro movimento e a deixou rolar em trilhos exatos e inexoráveis. A divindade fria, que Aristóteles chamou de Motor Imóvel, merece continuar confinada aos livros da filosofia e da teologia. Ele não passa de uma abstração – por vezes lúcida, por vezes cruel. Discutir as implicações dos atributos “oni” (onipresença, onipotência, onisciência) serve bem a quem gosta de especular sobre o que a razão falha em alcançar. Raciocinado como absoluto, esse Deus se condena à paralisia. Sua absoluta perfeição o encantona, e sua absoluta pureza o ostraciza.

Morreu o Deus legislador. Aquele que estabeleceu desde o começo leis fixas, cercadas de bênçãos e maldições. O mundo que se organizou a partir da compreensão de que as regras de convívio eram ditadas por uma divindade, que arbitra desde os fios que tecem as roupas a outras questões como a impureza das mulheres menstruadas, a escravidão, a morte sumária de adolescentes rebeldes e os alimentos que devem ser considerados imundos, está preso a um conservadorismo anacrônico.

Morreu o Deus fiscal. O grande Olho, vigilante implacável, que está em toda parte para cobrar comportamentos e punir transgressões, não respeita liberdades individuais. Esse Deus viola privacidades com sua indiscrição. Com ele, a autonomia humana fica comprometida; todos precisam de espaço para se desenvolverem sem um magnífico bisbilhoteiro a espiar, dos banheiros às alcovas.

Morreu o Deus predestinador. Esse que sabe de antemão todos os acontecimentos por tê-los (providencialmente) determinado, não deixa nenhum espaço para as iniciativas individuais ou coletivas. Se Deus inviabiliza o inédito, também cria o tédio. A divindade olímpica puxa cordões e os humanos feito marionetes, dançam, choram, trabalham e edificam só para cumprirem seus desígnios imutáveis. O Deus soberano é responsável pelo fatalismo. Se é autor e protagonista único da história, ele contradiz o propósito que diz tê-lo motivado a rodear-se de homens e mulheres: o de gestar liberdades.

Com a morte de Deus, é preciso nascer outro Deus.

É preciso nascer o Deus universal, que não é a divindade tribal que abençoa apenas os seus, que faz chover apenas no pomar dos obedientes e que prospera apenas os que são parte de uma mesma etnia, religião ou cultura.

É preciso nascer o Deus interpelador. Se a divindade dos salvamentos espetaculares, que visita a humanidade ocasionalmente, não faz nenhum sentido, o Deus que entusiasma, que dá fome e sede de justiça, que convoca à solidariedade, continua essencial. Deus jamais cessa de convocar, cutucar, chamar e sensibilizar mulheres e homens para a gentileza, para a mansidão, para a compaixão.

É preciso nascer o Deus mistério. Ele é sempre maior, sempre mais fascinante, sempre mais desconcertante que a mente humana pode imaginar. Deus está para além das consoantes e vogais do substantivo que formam seu nome. Ele excede todos os compêndios de teologia, todas as imagens esculpidas ou pintadas e todos os conceitos formulados. Nenhuma teologia o exaure, nenhuma filosofia o explica, nenhuma ciência o prova.

É preciso nascer o Deus empático. Deus é amor. Só o amor, as relações de estima e os gestos gentis reconhecem que nele, as margens serão oceânicas. O amor que tudo sofre revela que Deus se interessa com a nossa sorte; e se aflige com o que nos prejudica. O amor que tudo espera revela que Deus não desiste de nós; e que tem esperança que possamos reverter todos os processos antivida. O amor que tudo suporta revela que Deus se dispõe a receber as mesmas pancadas que nós (a cruz carregada tal significado); e que não nos abandonará à nossa própria sorte.

Deus morreu, porém o Verbo se fez carne. Portanto, Deus nasceu.

Seu nome, agora, é Emanuel.

Original: http://www.ricardogondim.com.br/estudos/deus-morreu/

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O natal não é um só… são muitos os natais… Então qual dos natais destacar?

São tantas as palavras para o natal, que temos dúvida qual delas devemos sublinhar?

Podemos destacar… A palavra dos anjos que cantam no céu… Gloria a Deus nas alturas e paz na terra ao homens de boa vontade, aos homens a quem Ele quer bem…

Mas bem poderia ser… A palavra de Maria quando diz… A minha alma engrandece ao Senhor e se alegra em Deus, meu salvador…

Mas o que dizer da palavra do anjo mensageiro que diz… Hoje na cidade de Davi nos nasceu o salvador, que é Cristo o Senhor.

Ou quem sabe o natal de Simeão… Que recebeu uma promessa do Senhor dizendo que não morreria sem ver a gloria de Deus manifestada entre os homens, e que ao ver o menino Jesus diz… Agora sim, despede em paz o teu servo, porque os meus olhos já viram a tua salvação.

Que palavra do Natal sublinhar??? Que mensagem destacar??? O natal dos magos que dizem… Vimos a sua estrela no oriente e aqui estamos para adorar ao novo rei!

Que palavra destacar? Qual delas sublinhar? Quem sabe as palavras do profeta Jeremias, quando é sensível a uma das faces mais sombrias do natal… Que Herodes o rei da época, ao saber do nascimento do novo rei, dar ordem de morte a todos bebês do sexo masculino com menos de dois anos, então Jeremias diz em sua profecia – “ouve-se um clamor em Ramá, e é Raquel que chora a morte de seus filhos e se recusa ser consolada.”

Então que palavra sublinhar? Que mensagem destacar? Quem sabe a elegância de José… Que ao saber da gravidez de sua noiva, intenta abadoná-la secretamente, pois sendo esse um compromisso entre famílias, tinha poder financeiro sobre Maria, e em sua generosidade e amor decide deixá-la, para assim não macular o caráter de Maria, e depois de receber a visita de um anjo do Senhor compreende que não precisa e nem mesmo o pode fazer o que intenta, pois haveria de ser o justo que carregaria o filho de Deus, homem, em seu colo…

Enfim que palavra sublinhar? Que mensagem destacar, penso que hoje a melhor mensagem é entender que o menino nascido é….

EMANUEL, e a sua tradução “Deus Conosco” Jesus é o Deus conosco, o Deus presente… O Deus que foi revelado a nós. O Deus que é por nós, e que acima de tudo é… O Deus que está em nós

Essa é a palavra a destacar… Emanuel… O Deus conosco… O Deus com você, por você… O Deus que habita em você…

Então sendo assim, viva neste natal o Cristo que está em você, pois foi vivendo assim que os primeiros seguidores dele foram chamados de pequenos Cristos…

Viva Jesus… Viva o Cristo… Viva Emanuel e Feliz natal!!!

Descanse Dallas…

Publicado: 2013/05/09 em Notícia
Morreu o escritor Dallas Willard

Morreu ontem, dia 08, aos 77 anos, vítima de câncer, o filósofo e escritor cristão Dallas Willard, autor de livros como “A Conspiração Divina”, “A Grande Omissão”, “Ouvindo Deus” e “O Espírito das Disciplinas”.

“Para nós uma grande luz se apagou”, disse à Christianity Today Richard Foster, amigo íntimo de Willard. “O céu hoje está brilhando”, disse.

De acordo com Gary Moon, diretor-executivo do Centro de Dallas Willard em Westmont College, Willard morreu no início da manhã de quarta-feira, mas “despertou para uma experiência completa da realidade do reino dos céus que ele descreveu tão bem. Apropriadamente, suas duas últimas palavras foram:(Thank you!) “Obrigado!”

Dallas Willard foi diagnosticado com câncer em estágio 4, de acordo com mensagem da conta oficial do Twitter do autor. Willard, era professor de filosofia da University of Southern California.

A Editora Ultimato já publicou um livro do autor:”Ouvindo Deus”, que está fora do catálogo. No segundo semestre deste ano publicaremos outro (sobre literatura), organizado por Foster e Willard.

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Via site da Ultimato com informações do site Christianity Today.

Foto: Willow Creek Association

Realmente precisamos pensar um pouco mais

Imagem  —  Publicado: 2013/04/18 em Uncategorized

PELO DIREITO DE DISCORDAR!
Por Ariovaldo Ramos

Fui advertido de que nesse momento, que estamos vivendo na Igreja evangélica brasileira, discordar do Presidente do CDHM, em exercício, é concordar com o movimento GLBTS, e vice versa.

Discordo!

Eu respeito o irmão e oro por ele, mas, discordo da forma como o Deputado está conduzindo o mandato que recebeu de seus eleitores.

Eu respeito os seres humanos que optaram pela homossexualidade, mas, entendo que os direitos que estão a reivindicar já estão contemplados nos direitos da pessoa humana, cobertos por nossa constituição, e que o que passa disso constitui reclamos por privilégios, o que não é passível de ser concedido numa democracia, sob pena de contradize-la.

Eu respeito o direito das uniões homossexuais terem garantida, pelo Estado, a preservação do patrimônio, por eles construídos, quando da separação ou do falecimento de um dos membros da união. Entretanto, discordo que seja possível transformar uma união voluntária de duas pessoas do mesmo sexo, a partir de opção comum e particular, em casamento, pois isso insinua haver um terceiro gênero na humanidade, o que não se explicita na constituição do ser humano. Assim como não entendo que a conjunção da maternidade e da paternidade, necessária para um desenvolvimento funcional do infante humano, seja substituível por mera boa vontade.

Eu respeito e exerço direito de pregar o que se crê, mas discordo do pregador, quando diz que Deus matou John Lennon ou aos Mamonas Assassinas, por terem desacatado o Altíssimo, como se o pecado humano não o fizesse desde sempre. A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição.

Eu respeito o direito de ter religião e o reivindico sempre, mas, discordo de taxar como agentes do inferno quem não concorda com o que penso, como se Deus, por sua graça, não estivesse, desde sempre, cuidando que a raça humana não sucumbisse à rebeldia inerente à sua natureza, o que explica o triunfo do bem frente a maldade explícita. Por isso discordo do pregador quando afirma que o sucesso de um artista, a quem Deus, por sua graça, cumulou de talentos, como Caetano Veloso, só se explique por ter feito pacto com o diabo. Como se ao adversário de nossas almas interessasse qualquer manifestação do Belo.

Eu respeito e pratico o direito ao livre exame das Escrituras Sagradas, conquistado pela Reforma Protestante, e, por isso, enquanto respeito o direito do teólogo expressar suas conclusões, discordo do teólogo quando suas considerações sobre o significado de profecias do texto que amo e reverencio, não corresponderem ao que entendo ser uma conclusão pautada pelas regras da interpretação bíblica, assim como, no meu parecer, ferirem a uma das maiores revelações desse Livro dos livros: Deus é Pai de todos, está em todos e age por meio de todos (Ef 4.6).

Reconheço a qualquer ser humano o direito de protestar contra o que não concorda, mas, nunca em detrimento do direito do outro, o que inclui o direito ao culto. Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica. Uma coisa é denunciar o político por suas posturas, outra, e inadmissível, é atentar contra a integridade física ou emocional dele e dos seus.

Não admito, contudo, como cristão, ser sequestrado no direito de discordar, ou ser tratado como se fosse refém das circunstâncias, sejam elas quais forem. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1).

Lamento que haja, entre os cristãos, quem trate a nossa fé como se fosse frágil e necessitada de proteção. Nossa fé foi preponderante na construção do Ocidente, e resistiu às mais atrozes perseguições.

Nós sempre propugnamos pela liberdade. Nós impusemos a Carta Magna ao Principe John, na Inglaterra; construímos o Estado Laico na revolução americana, quando, numa nação majoritariamente cristã, todas as confissões religiosas foram tidas como de direito. Nós lutamos entre nós pelo fim da escravidão, seja na guerra da Secessão, seja por meio de Wilberforce, premier Inglês, e de tantos outros movimentos. Nós denunciamos e enfrentamos os que entre nós quiseram fazer uso da nossa fé para legitimar a opressão. Os maiores movimentos libertários nasceram em solo cristão, e mesmo quando renegavam ao que críamos, não havia como não reconhecer a nossa contribuição à emancipação humana.

Nós construímos uma sociedade de direitos, lutamos por e reconhecemos direitos civis, e não podemos abrir mão disso; não podemos abrir mão da civilização que ajudamos a construir e a solidificar, onde mulheres, homens e crianças são protegidos em sua integridade e garantidos em seus direitos. Na democracia que ajudamos a reinventar, onde cada ser humano vale um voto, tudo pode e deve ser discutido segundo as regras da civilidade.

Nossa fé foi construída por gente que foi a toda luta que entendeu justa, pondo em risco a própria vida, e por mártires, por gente que se recusou a matar, por gente que não capitulou diante do assassínio, pois nós cremos que Deus é amor, e que o amor de Deus é mais forte do que a morte (Rm 8.38). E por amor a Deus e ao seu Cristo lutamos pela unidade e pela liberdade da humanidade.

Se Jesus andasse por aí hoje, certamente apanharia do povo

Hoje é Sábado de Aleluia. Dia da Malhação do Judas.

Para quem não é ou não foi cristão, nem acompanha as notícias, a tradição consiste em fazer um boneco de pano, papel, serragem, jornal, o que seja, para representar Judas Iscariotes – o delator de Jesus – e humilhá-lo, xingá-lo, surrá-lo, queimá-lo, alfinetá-lo, explodi-lo.

Quando me lembro das vezes em que dei paulada em Judas na época de moleque, fico pensando como essas tradições esquisitas são consumidas por nós como a coisa mais normal do mundo, assentando-se em nossa formação com seu rosário de símbolos e significados (lembrando, é claro, que Judas resolveu ele próprio se enforcar, não sendo necessária nenhuma turba enfurecida, de acordo com a mitologia cristã). Não estou dizendo que é por causa da Malhação de Judas que aceitamos tão passivamente o ato de linchar alguém quando reina a sensação de que a Justiça convencional não será o bastante. Mas essas ações públicas de justiciamento com as próprias mãos me dão calafrios.

A massa na sua versão descontrolada – a turba – é idiota. Em 2010, um homem foi espancado até a morte e teve a casa incendiada e o bar destruído após ser acusado de ter sido o responsável pela morte de uma adolescente no interior de São Paulo. A investigação, contudo, mostrava que a jovem poderia ter morrido por outro motivo. A turba idiota não quis saber e rolou, ladeira abaixo, uma bola de neve de rumores, fofocas e maldizeres, decidindo que ele era culpado. Ao final, questionado pela barbárie, um dos participantes da loucura declarou: “Se a gente fez, ele deve. Alguma coisa ele deve”.

Adoraria discordar de Oscar Wilde. Mas, nesse caso, ele cai como uma luva: “Há três tipos de déspotas. Aquele que tiraniza o corpo, aquele que tiraniza a alma e o que tiraniza, ao mesmo tempo, o corpo e a alma. O primeiro é chamado de príncipe, o segundo de papa e o terceiro de povo”…

Conversei com amigos de denominações protestantes revoltados com os Felicianos da vida, que jogam na lama a fé de milhões de outras pessoas no intuito de realizar seus projetos pessoais.

(Aliás, durante a Santa Inquisicão que se tornou a campanha eleitoral de 2010, cravei que, um dia, a gente iria descobrir que tanto Dilma quando Serra são ateus ou, no máximo, agnósticos não-praticantes, mas que ajoelharam e fizeram o sinal da cruz para vencer. E como na política cabe tudo, de repente o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias também é ateu e a gente ainda não sabe…)

Mas o discurso fácil que, consumido, decantado, enraizado e ativado, transforma a massa em turba provoca distorções de entendimento sobre as palavras que estão na origem da fé das pessoas. Estudei em escola adventista por nove anos e, ao mesmo tempo, participei bastante da vida na igreja católica perto de casa, tendo sido até coroinha. Por conta, sei razoavelmente o que está escrito nos evangelhos – inclusive nos apócrifos, bem mais interessantes, mas isso é outra história. E, certamente, não é esse discurso de intolerância que grassa em muitos cultos, dos católicos aos neopentecostais.

Sei que cada um interpreta do jeito que melhor lhe cabe. E que o processo de decodificação de uma mensagem é sim um ato que depende do filtro de cada um que, por sua vez, depende da experiência de vida, classe social, formação, enfim, de cada um. Mas a interpretação é um processo que pode ser conduzido e é carregado de política, pois dá o tom da forma como algo deve ser visto pelos demais. Quem faz prevalecer a sua visão de mundo ganha o rebanho.

Não dá para entrar num culto do Malafaia e gritar a pelos pulmões algo como “vocês não entenderam nada do que o Nazareno disse!”. Seria muito arrogante e ofensivo à liberdade de que ele dispõe. Mas que dá vontade, ah, dá, principalmente porque liberdade não é algo absoluto, acaba quando você a usa para causar dor a alguém. O fato é que se tivessem interpretado por uma forma mais humana o que significa amar o seu semelhante como a si mesmo, dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus, e todo o restante, entenderiam que professar homofobia, racismo e machismo não faz sentido algum. O que significa amar alguém de verdade? E o que significa submeter alguém à minha vontade?

Dito isso, tenho a certeza de que se Jesus, o personagem histórico, vivesse hoje, defendendo a mesma ideia presentes nas escrituras sagradas do cristianismo, mas atualizando-a para os novos tempos, seria humulhado, xingado, surrado, queimado, alfinetado e explodido não só num Sábado de Aleluia, mas também em dias menos santos. Seria taxado de defensor de bicha, mendigo e sem-terra vagabundo. Olhada como subversivo, acusado de “heterofóbico” e “cristofóbico”. Alcunhado como agressor da família e dos bons costumes.

Pelos príncipes. Pelos papas. Pelo povo.

Daí, outra passagem que gosto muito, em Lucas, capítulo 23, versículo 34: “Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem.”

via Blog do

Pastores ou Lobos?

Publicado: 2013/02/24 em Questionamentos, Teologia
Os 10 pastores que não respeito e não admiro

Maus líderes existem aos montes dentro das igrejas. O joio está espalhado dentro da igreja como ensinam as escrituras (Mt 13. 26). Isso não é novidade para ninguém. Apesar de designar aqui o termo “pastores” a essas pessoas que citarei abaixo, não tenho a intenção de diminuir aqueles que fazem jus a esse termo tão lindo mostrado nas escrituras, e que realmente pastoreiam de coração as ovelhas do Senhor. Usei esse termo somente para facilitar a identificação dessas pessoas.

Os dez pastores que não respeito e não admiro são:

1- O que faz do púlpito um palco de shows = A exposição da Palavra é esquecida e substituída pelo talento hollywoodiano desse pastor, que explora as mais diversas técnicas para cativar os seus expectadores, fazendo do show o protagonista do culto. Ele é a estrela e não Cristo e Sua palavra. Seu púlpito é lugar de entretenimento, de show, e não de pregação, de transmissão da voz de Deus.

2- O que explora financeiramente as ovelhas = Esse pastor é muito ambicioso e tem planos de crescimento. Porém, para a realização dos seus planos, precisa de muito dinheiro. E esse dinheiro é retirado das ovelhas, através das mais diversas técnicas de extorsão (legais). Ele não liga para o que a Bíblia ensina e inventa formas de arrecadação para realizar seus sonhos megalomaníacos. As ovelhas são iludidas, exploradas e sugadas até a última gota que podem dar.

3- O que insiste em querer fazer a agenda de Deus = Um pastor que quer determinar lugar, dia e hora para Deus agir não merece meu respeito. Segunda: Deus age na família; terça: nas finanças; quarta: Deus dá o Espírito Santo; quinta: Deus faz conversões e sexta: Deus liberta as pessoas de demônios. Deus agora está preso em uma agenda criada pelo homem?

4- O que ilude as pessoas com amuletos, objetos ungidos e unções que não vem de Deus = Esse pastor escraviza pessoas em crendices e superstições que não são encontradas e ordenadas na Bíblia. Desvia a fé que deveria ser unicamente no Deus soberano para objetos e unções (falsas) e extravagantes. Trabalha com a ilusão, com a ambição, com a falta de conhecimento de muitas das ovelhas que lhe ouvem.

5- O que “profetiza” o que Deus não mandou profetizar = Usa sua influência sobre as pessoas para “profetizar” e “revelar”. Porém, não usa a Bíblia, que é a revelação e é onde se encontram as profecias de Deus para a vida de seus servos.

6- O que faz com que seus fieis o adorem = Ele é visto como um semideus pelos seus fieis. O pior de tudo é que não faz nada para mudar essa situação, pois adora ser paparicado, adora status, adora demonstrar seu grande “poder” e ser ovacionado pela multidão. Seu prazer é ver multidões afluindo em sua direção com desejo de glorificá-lo.

7- O que usa o dinheiro dos dízimos e ofertas para seu próprio enriquecimento = Esse pastor-empresário é formado e pós-graduado em enriquecimento usando a igreja. Tem fortuna e bens luxuosos, tudo adquirido com a ajuda das ofertas da igreja que, segundo diz ele, é usado para a obra de Deus. Ele engana multidões que bancam sua vida de ostentação.

8- O que prega a teologia da prosperidade = Um pastor que diz que pobreza é maldição, que o crente verdadeiro será reconhecido pela sua prosperidade material, e outras abobrinhas sem embasamento bíblico, não merece admiração. Se a Teologia da prosperidade é um câncer, esse pastor é um espalhador de doenças no meio do povo.

9- O que usa versículos isolados da Bíblia para fundamentar doutrinas destruidoras = Esse pastor adora inventar doutrinas usando versos bíblicos isolados, cuja interpretação isolada, sem considerar contextos e outras boas regras de interpretação, favoreça seus pensamentos e desejos.

10- O que [acha] que determina a ação de Deus = É uma piada dizer que um homem determina algo ao Todo-Poderoso, mas essa ousadia acontece. Palavras ousadas saem da boca desse pastor determinando, ordenando, exigindo que Deus faça determinadas coisas que, segundo ele, Deus tem de fazer. Coitado, não tem nem noção da besteira que faz! E o pior: ensina as pessoas a agirem também assim!

Esses são os pastores que não respeito e não admiro.

 

Via André Sanchez, no Esboçando Ideias

 

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Imagem  —  Publicado: 2013/02/05 em Casamento, Humor

Imagem: Veja.com

Santa Maria e o pecado da moralização!

Por Gutierres Fernandes Siqueira

Eu particularmente não vi, mas muitos relataram que alguns evangélicos estavam postando nas redes sociais bobagens sobre a tragédia na boate Kiss de Santa Maria (RS). Uns diziam que se os jovens tivessem na igreja eles estariam vivos. Outros diziam que a tragédia é a manifestação da ira de Deus sobre a sociedade permissiva. É caso para chorar!

Deus sabe o quanto fiquei triste com essa tragédia. Cada rosto despertou em mim um sentimento de luto. Aquele jovem poderia ser um parente meu, quem sabe um irmão ou um primo. Ora, poderia ser um grande amigo ou um colega de faculdade. Números em tragédias são impessoais, mas rostos não! Dei graças a Deus que a minha congregação levantou um clamor pelo consolo das famílias. Infelizmente, em muitas tragédias a igreja esquece de orar, enquanto se apressa em explicar.

Mas por que esses evangélicos falaram besteiras? Em setembro de 2009, a jovem Gabriela Lacerda, 15 anos, morreu. Na balada? Não, ela morreu porque foi ao culto. Lacerda era uma das vítimas do desabamento do teto da Igreja Renascer em Cristo em São Paulo (SP). Em 1998, 25 pessoas morreram dentro de um templo da Igreja Universal em Osasco (SP). Se elas estivessem em suas casas não teriam morrido. Então, se você abriu a boca para falar “se eles tivessem na igreja estariam vivos” lembre, também, os templos sem manutenção provocam acidentes. A maioria de nós congregamos em templos sem nenhuma segurança. Sim, talvez você e eu corramos o mesmo perigo daqueles jovens. E há até igrejas que usam vereadores “evangélicos” para darem um “jeitinho” na prefeitura. Já pensou nisso?

O pecado da moralização

Todas as vezes que uso a expressão “eu avisei” ou “bem feito”, logo me sinto em pecado. Desde cedo Deus me incomoda quando abro a boca para usar essas palavras. Jogar na cara de alguém o erro com certo prazer de “arauto eficaz” é iniquidade. Sim, é transgressão quando você diz “eu avisei” para jogar ao desobediente o seu prazer mórbido no desastre dele. Isso se chama vaidade. É orgulho, o orgulho dos fariseus. É o pecado da moralização.

Vamos falar do pecado alheio? Sim, é claro, mas com dor no coração. Quando Jesus profere um longo discurso sobre os pecados dos fariseus Ele encerra dizendo: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” [Mateus 23.37]. Observe bem quanta lamentação, quanta dor no coração de Jesus com a incredulidade de Jerusalém. Se eu falo de pecado sem dor, eu peco. Motivo? Ora, estamos falando de seres humanos dos quais Cristo deu a Sua própria vida.

Portanto, nada dessas lições de moralismo de beato. Sejamos prudentes. Paulo disse a Tito: “Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados”. [Tt 2.6 ARF], mas alguns versículos antes ele também exortou: “Ensine os homens mais velhos a serem sóbrios, dignos de respeito, sensatos, e sadios na fé, no amor e na perseverança” [Tt 2.2]. Será sobriedade, sensatez, fé sadia falar “bem feito” para jovens mortos em uma tragédia? Será amor e respeito mostrar o seu poder moralizador no calor da tragédia?

Tragédia não é para moralizar, é para chorar. Ah, mas foi juízo divino, diriam alguns. Bom, você sabe? Você conhece todos os caminhos de Deus? O pastor que morre de bala perdida dentro de um templo foi fulminado pelo juízo? Ou você pensa que quando pecas continuamente e nada acontece se isso não é uma forma terrível de juízo divino? Quando um grande terremoto destruiu a católica Lisboa de 1755, matando milhares, alguns religiosos descobriram os culpados que atraíram a ira divina: os protestantes!

Via site TeologiaPentecostal.com

 

Após perder filho, casal seleciona embrião 'sem risco' genético de câncer

09/10/2012

Um casal britânico que perdeu um filho vítima de um tipo raro de câncer no cérebro, conseguiu ter um segundo filho saudável após passar por um tratamento de seleção de embriões.

O embrião selecionado e implantado no útero da mãe não tinha um gene responsável por aumentar exponencialmente o risco de câncer no filho.

Nicky e Neil Halford, ambos com 36 anos, tiveram um filho, Ben, que morreu aos cinco anos de idade depois de lutar durante três anos contra o câncer.

Nikky é portadora de um gene que aumenta a predisposição ao câncer, um problema conhecido como síndrome de Li-Fraumeni. Ela teve câncer de mama aos 21 anos.

Até o nascimento de Ben, o casal nem mesmo sabia da existência deste gene. Antes da gravidez, eles perguntaram a médicos quais as chances de a criança ter problemas como câncer, devido ao fato de Nicky ter sofrido da doença tão jovem. A resposta foi que as chances eram pequenas.

No entanto, o menino foi diagnosticado com câncer no cérebro quando tinha quase dois anos de idade.

CULPA

Depois do diagnóstico, Nicky Halford insistiram para que os médicos fizessem exames que descobriram que ela e o filho eram portadores do gene raro.

“Eu sabia que não poderia ser uma coincidência. Me senti tão culpada, eu me culpava (pela doença de Ben)”, afirmou Nicky.

Ben passou por três cirurgias e por tratamentos de radioterapia e de quimioterapia entre os dois e os cinco anos de idade.

Entre a segunda e a terceira cirurgia, quando o menino parecia ter melhorado, Neil e Nicky perguntaram se ele gostaria de ter um irmão ou uma irmã.

Ben disse que gostaria de ter um irmão e pediu que ele se chamasse Tom.

O casal se submeteu, então, a um tratamento de fertilização in vitro no qual os embriões são analisados e selecionados, mas, com a volta do câncer de Ben, os planos foram adiados.

O menino ainda passou por uma cirurgia, apresentou uma melhora, mas o câncer voltou e se espalhou pelo cérebro, tornando uma nova cirurgia impossível.

Ben morreu em outubro de 2010.

ÚNICA CHANCE

O casal esperou por um ano para iniciar o tratamento para ter o segundo filho.

O tratamento consiste em fazer exames nos embriões, gerados por fertilização in vitro, para detectar se algum deles tem o gene que afetou Ben.

Apenas dois embriões foram considerados apropriados para serem examinados, um deles tinha o gene e outro não tinha.

Este embrião saudável foi implantado em Nicky e ela conseguiu engravidar.

“Tínhamos apenas um embrião, então, foi mesmo uma única chance. (…) Quando descobri que estava grávida, nós dois choramos”, afirmou Nicky.

O filho foi batizado de Tom, como Ben havia pedido.

“Algumas pessoas são contra (este tipo de tratamento) pois elas dizem que a ciência não pode interferir na natureza. Nós queríamos dar (ao bebê) a melhor chance possível (…)”, disse Neil Halford

“Já ouvi falar de pessoas escolhendo o sexo (de um bebê), mas esta era uma questão de vida ou morte. Não poderíamos assistir a outra criança sofrendo como Ben sofreu.”

Graças ao tratamento, Tom, que está com oito semanas de idade, tem apenas 4% de risco de desenvolver câncer, um percentual muito inferior aos 50% de risco que teria caso tivesse herdado o gene que teria causado o câncer da mãe e do irmão falecido.

O casal britânico Nicky e Neil Halford segura o filho Tom, que nasceu saudável após passar por um tratamento de seleção de embriões

 

O casal britânico Nicky e Neil Halford segura o filho Tom, que nasceu saudável após passar por um tratamento de seleção de embriões

Foto: Caters

 

 

 

Visto antes na Folha de São Paulo